publicidade
03 de dezembro de 2012 • 11h14 • atualizado às 12h54

Malvino Salvador e José de Abreu contam sobre suas ressacas

Malvino Salvador (esq.) evita a ressaca, mas se acontece diz que encara numa boa. Já José de Abreu fala que é do tipo que curava ressaca com mais cerveja
Foto: AgNews / TV Globo
 

Dono de um tanquinho invejável, há de se acreditar que a ressaca de alguém saudável, como a do ator Malvino Salvador, é mais leve. Ele contraria. “Ressaca é ressaca, pra qualquer um. O que faz a diferença é o quanto você bebeu no dia anterior", conta, bem humorado. Já José de Abreu, que viveu o sucesso do personagem Nilo, em Avenida Brasil, e está em cartaz com a peça Bonifácio Bulhões, no Rio de Janeiro, conta que já foi do tipo "que cura a ressaca com cerveja", mas hoje evita a sensação.

Confira mais de 200 cervejas vendidas no Brasil
Veja bebidas com nomes curiosos

A maioria das pessoas tem um caso de ressaca para contar. Para muitos, os “feitos” são motivo de orgulho, enquanto outros só querem morrer com os segredos que acompanham a condição. Mas tem gente que só encara com naturalidade, e foi com essas pessoas que documentarista Pedro Asbeg encontrou relatos divertidos para distribuir entre as páginas do seu mais novo livro, Beber, Comer, Sobreviver – Cozinhando de ressaca, lançado no último dia 29.

Por conta do seu trabalho, Pedro tem muitos artistas como amigos próximos. Como é o caso de Malvino e do também ator José de Abreu, que já trabalharam com ele e acabaram entrando para o livro com dicas e histórias sobre a relação que têm com a ressaca.

Em entrevista ao Terra, Malvino contou qual foi a pior da sua vida, quando tinha apenas 16 anos. “Havia um amigo na rua onde morava que tocava violão. Os amigos se reuniam em frente à calçada da casa dele para ouvi-lo tocar. Lembro de ter aparecido alguém com cachaça e suco de laranja. Era horrível mas foi o que tomei. E fiquei muito mal! No dia seguinte tive de tomar muita água, mas quando se é jovem a ressaca é mais suportável. Hoje é horrível ficar de ressaca. Tento evitar”, conta. José de Abreu, que acaba de estrear a peça Bonifácio Bilhões, no Teatro Vanucci, no Rio de Janeiro, também tem memórias "ressaquentas". "Quando a gente é jovem, a ressaca é mais leve. Mas depois dos 40...”, diz, rindo. 

Gazpacho "desce redondo"

José de Abreu conta que em uma viagem à Espanha, sentou na primeira classe a convite da empresa. “Na primeira classe se bebe muito. Primeiro são os espumantes espanhois ótimos, depois vinho branco, tinto, conhaque. Cheguei em Madri passando muito mal”. Após deixar as malas no hotel, sob os 40°C do verão madrileno, resolveu sair para almoçar, mas o que encontrou foram as portas fechadas por conta da cesta. “Tinha apenas um aberto, que só vendia gazpacho. Eu nunca tinha tomado, mas eu amei aquele negócio. Desce redondo, gelado. Quando saí dali, 80% da ressaca tinha ido embora”, lembra.

"Às vezes, aproveito a vontade de comer algo bem gorduroso e enfio o pé na jaca. Ou seja, ‘já estou no inferno mesmo, vou dar um abraço no diabo’", diverte-se Malvino Salvador. Ele conta que sente muita fome quando está de ressaca, mas a cura perfeita vem com uma combinação de uma boa noite de sono, massagem e corrida. “Você precisa tirar o foco da ressaca. Ou seja, se você estiver dormindo, você está dormindo; se estiver recebendo uma massagem estará pelo menos experimentando uma sensação oposta a da ressaca; e correndo estará aquecendo o corpo, anestesiando-o”, indica. 

Para ele, tomar remédio é simplesmente proibido. “Penso que se tive a sem-vergonhice de tomar um porre preciso lidar com as consequências”, afirma, acrescentando que água ou água de coco são as melhores alternativas para reidratar o corpo. Já para José de Abreu, se a ressaca chega, o único remédio é ficar na cama. “Não existe remédio para ressaca. É o bode mesmo, não tem jeito”, afirma, ressaltando que também  não é do tipo que se lamenta por conta da condição, caso ela venha a ocorrer. “Se você não fez nenhuma besteira, não tem porque ficar deprimido”, finaliza. 

Terra