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Pé de moleque de 15 metros serve 10 mil pessoas em Caruaru

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Todo ano, Caruaru e Campina Grande competem para ver qual é a maior Festa Junina do mundo. Nessa disputa, a cidade pernambucana tem uma arma especial: a comida. Lá são produzidos um pé de moleque de 15 metros e um cuscuz de 4 metros, capazes de alimentar nada menos do que 10 mil pessoas. Estes são dois dos elementos da gastronomia típica das Festas Juninas brasileiras, uma tradição que surgiu ainda no período colonial.

O pé de moleque é um doce tipicamente brasileiro criado no século 16, após a chegada da cana-de-açúcar à capitania de São Vicente. Porém, apenas na década de 1930 ele passaria a ser produzido sistematicamente, no interior de Minas Gerais.

A origem do nome é controversa. Uma versão atribui a denominação à semelhança com a cor e os calos dos pés das crianças acostumadas a correr em chão de terra batida. Outra, no entanto, afirma que o nome vem da bronca que as cozinheiras davam nos garotos que mexiam no doce enquanto elas o preparavam: “pede, moleque”.

A história do cuscuz é mais conhecida. O prato surgiu no Magrebe, região do norte da África habitada por povos árabes, e foi levado a Portugal pelos exploradores europeus que visitaram a região a partir do século 15. De Lisboa, provavelmente foi trazido para o Brasil pela família real portuguesa, quando esta desembarcou no Rio de Janeiro, em 1808.

A canjica é outro prato que tem uma origem nebulosa. Existem três hipóteses: segundo a primeira, ela teria sido herdada diretamente dos índios, que costumavam usar o milho como matéria-prima de sua alimentação. Também há os que defendem que ela teria vindo da África junto com os escravos, sendo seu nome uma derivação da palavra “kanjica”, que significa papa grossa de milho cozido em banto, uma língua falada na região onde hoje fica Angola. Finalmente, outros estudiosos apontam uma origem oriental para o prato, e no Brasil o arroz acabou substituído pelo milho enquanto o leite de coco entrou no lugar da água.

Finalmente, a paçoca tem origem indígena. Antes da chegada dos portugueses, os nativos já costumavam misturar farinha de mandioca com raízes, sementes e temperos, mas foi a partir da vinda dos europeus ao Brasil que se passou a usar amendoim no preparo do doce.

Fonte: PrimaPagina Fonte: Terra
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