Bebidas

publicidade
18 de setembro de 2012 • 15h43 • atualizado às 15h48

Aprenda a alcoolizar seu chimarrão

Parte da tradição gaúcha, o chimarrão ganha nova cara com a adição de uísque em uma receita especial
Foto: Divulgação
  • Direto de Porto Alegre
 

Os gaúchos mais tradicionalistas consideram uma verdadeira heresia mudar a forma de fazer churrasco ou servir chimarrão. No entanto, é possível apresentar novas e bem-sucedidas receitas para esses dois clássicos. O mixologista Nelo Forti dá dicas de como fazer um chimarrão alcoolizado que, segundo ele, recebeu elogios no piquete montado pela Natu Nobilis no Acampamento Farroupilha de Porto Alegre.

"Com o chimarrão, você não pode botar o uísque direto. O ideal é fazer um chá de capim limão. Em uma outra chaleira, você ferve o uísque com cravo, risca um fósforo para evaporar o álcool (por uns 5 minutos)", explica Forti. "Se você serve esse primeiro álcool, ele vem muito forte", afirma. Para servir, basta misturar o chá com esse uísque, colocar em uma garrafa térmica e servir como chimarrão normal.

O amargo do chimarrão tradicional, nesta receita, dá lugar à suavidade do chá, com o gosto amadeirado do uísque no final. "Dá um gosto bem sutil, esquenta o peito, mas o efeito é muito mais psicológico. O gosto fica bem longe, porque ele fica bem diluído em água, o chá é pura água, mas dá um gostinho", afirma Forti. 

Costela ao molho de uísque

Forti diz que sua proposta é brincar com elementos tão fortes da cultura gaúcha. Além do chimarrão, ele também elaborou um molho para acompanhar a costela, que no Rio Grande do Sul, é o ápice do churrasco.

"Da mesma forma que tem aquela costela com molho barbecue no (restaurante) Outback, aqui você também pode brincar com molho alcoólico para o churrasco. Quisemos brincar com a costela porque é a comida do gaúcho no churrasco, ele tem todas as outras guarnições, mas a costela não falta na churrasqueira do gaúcho, todo o domingo", explica.

O molho é feito com alecrim e zimbro (uma especiaria indiana usada para fazer gin), que também vai bem com carnes mais fortes e de caça. "O zimbro é refogado com o alecrim em óleo, depois você adiciona mel e mostarda à gosto, daí você decide se quem um pouco mais cremoso ou aguado, e depois você adiciona o uísque quente, esse é o segredo do molho", diz. Segundo ele, o uísque deve ser usado quente na receita, porque só dessa forma funciona bem com a mostarda.

O molho não leva sal, uma vez que a costela já vem salgada. "Tem o gosto apimentado da mostarda, o refrescante do alecrim, o amargo do zimbro e a doçura do mel. Então juntamos quatro sintomas diferentes no mesmo paladar (...)  você larga o molho em cima e é só degustar".

Terra Terra