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Assador ensina segredos para fazer o 'boi no rolete'

Diferente do churrasco gaúcho, que só leva sal, para assar boi da raça Angus - de oito arrobas e 8 kg são necessários 30 litros de tempero liquido
Foto: Daniel Favero / Terra
  • Direto de Porto Alegre
 

Durante o Acampamento Farroupilha, os gaúchos lembram com orgulho da mais longa revolta civil brasileira, revivendo o cotidiano de seus antepassados com muito chimarrão e churrasco. Em meio a tanto tradicionalismo, Alicio Lezo, paulista de Santa Rita do Oeste, chamava atenção ao preparar um boi inteiro de 195 kg, que foi assado em um método conhecido como "Boi no Rolete", o que reuniu espectadores em Porto Alegre.

"Tem que ter paciência e fazer com gosto e com carinho. São 22 horas e 30 minutos no fogo", explica Lezo, mais conhecido como Papito. A pedido do Terra, ele ensina como repetir a façanha que tanta atenção chamou durante o acampamento.

Papito explica que a preparação do animal requer um tipo de abate diferente. "Ele tem que ser abatido e depois sangrado. Para assar, são 2,5 m de lenha e mais 45 kg de carvão".

Diferente do churrasco gaúcho, que só leva sal, para assar boi da raça Angus - de oito arrobas e 8 kg – são necessários 30 litros de tempero liquido. Depois o animal deve ser envolvido em papel alumínio. Fazer furos na carcaça também ajuda o tempero a entrar bem na carne.

"É a primeira vez que venho ao Acampamento Farroupilha e estou emocionado com a cultura, com a forma como se valoriza a cultura gaúcha. Vim para mostrar um pouco da cultura do tropeiro do interior de São Paulo", explica Papito.

Ele participa de competições culinárias na festa de Barretos, no interior paulista, onde sua comitiva ficou em sexto lugar na queima do alho, uma disputa na qual ganha quem fizer o melhor prato e em menos tempo.

"Faz parte da cultura do tropeiro. Quando os boiadeiro levavam a boiada pelo Estado com a comitiva, alguém tinha que cozinhar. E com o fogo improvisado no chão, era difícil de se cozinhar sem queimar o alho, e pela queima do alho, se sabia se era um bom cozinheiro", explica.

Valmor Salter, responsável pelo piquete Bombachudos do Trevo, foi quem teve a ideia de trazer a novidade para o Rio Grande do Sul, após visitar a festa de Barretos, em São Paulo. "Trouxemos para fazer algo diferente, para aprender", disse.

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