Culinária

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Sanduíches chegam a ter mais de 1 mil Calorias; veja os 24 mais

Double Grill Bacon, do Bob's, tem 1.314 calorias
Foto: Divulgação
 

Thaís Sabino

A partir do século 20, o hambúrguer se tornou o vilão da alimentação, sinônimo de "junk food" e alvo de críticas. No século 21, o aumento nos índices da obesidade só piorou a situação para o alimento. Lanches comercializados pelas redes fast-food chegam a ter mais de 1 mil Calorias, como é o caso do Double Grill Bacon, do Bob's, e do BK Stacker Quádruplo, do Burger King. Além disso, o uso de sódio e conservantes se tornou regra para hambúrgueres congelados e vendidos em lanchonetes rápidas.

Mas nem sempre foi assim e a origem da conhecida como "massa de carne" é bem distante do que poderia ser considerado pouco saudável. "Quando o hambúrguer surgiu era uma massa de carne moída com farelos de pão para dar liga", disse o Chef Leonardo Tavares, professor de fundamentos da Cozinha Clássica e da Cozinha Profissional do curso de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi.

Segundo ele, o conceito do prato surgiu na Alemanha, em Hamburgo, ainda no século 18. Na época a carne era cara, então, as pessoas moíam a carne de segunda para ficar mais maleável e depois faziam uma massa. "Podia usar farelos de pão ou ovo para dar a consistência do hambúrguer", lembrou. "Os hambúrgueres da época eram ricos em proteína, eram 100% carne e consumidos sem o pão", disse.

No final do século 19, teve início o hábito de colocar o hambúrguer entre duas fatias de pão, já em Nova York. "Então, se espalhou pelo mundo todo. Mas surgiu o food service e acabou com tudo, com o capricho de preparar o hambúrguer", contou. Neste momento, de acordo com Tavares, a carne passou a não ser mais o ingrediente principal do hambúrguer. "Começaram a colocar uma porcentagem de carne e o resto de proteína de soja, celulose, sódio, substâncias químicas e outras estruturas para dar a consistência desejada", explicou. Com isso, o valor proteico do hambúrguer caiu drasticamente.

Segundo a professora de nutrição da Anhembi Morumbi, Luciana Setaro, o hambúrguer gourmet - feito de forma artesanal e baseado em carne, especiarias e pão - não é prejudicial, mas sim necessário, pois o corpo precisa de proteínas e ferro para construção de tecidos e transporte de oxigênio pelo corpo. "O problema são os hambúrgueres industrializados, por causa da quantidade de sódio, colesterol e gorduras saturadas", alertou a profissional.

Os hambúrgueres são feitos, geralmente, de acordo com a professora, de acém ou patinho, carnes não tão magras. "O problema são as substâncias que eles acrescentam", disse Luciana. O ideal é o consumo de até 6g de sódio por dia e alguns lanches comercializados nas redes fast-food já contêm boa parte desta quantidade. Veja na galeria de fotos os sanduíches mais calóricos do Brasil.

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