Aprenda a fazer um bolo refinado com ingredientes saborosos e sem glúten
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- Michelle Achkar
São raras as pessoas que dispensam um paõzinho, tortas, bolos e outras delícias. A base para essas receitas em geral é a farinha de trigo, item proibido para portadores da doença celíaca, mal que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos, e que causa atrofia das vilosidades da mucosa do intestino delgado, levando à má absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.
Os resultados são fadiga, fraqueza muscular, dificuldades de desenvolvimento em crianças, diarreia, entre outros. O vilão desse cenário é o glúten, proteína presente no trigo, aveia, cevada e centeio.
A restrição ao consumo do item também é defendida por médicos e nutricionistas, já que há relatos que apontam que o glúten pode não ser bem digerido e que forma uma secreção que impede o organismo de metabolizar os alimentos, provocando dores articulares, alergias, acúmulo de gordura abdominal e até depressão. Sabe-se também que o consumo exagerado de certos alimentos causa intolerância até mesmo em pessoas saudáveis.
Como a farinha de trigo é um dos principais itens da alimentação e largamente utilizada no preparo de itens e refeições industrializadas, a recomendação para diminuir o consumo não soa como exagero.
A posição ainda é controversa e atualmente a proibição ao consumo do glúten é feita apenas quando há diagnóstico da doença celíaca. "Não há evidências de que o glúten seja uma proteína maléfica ao organismo", afirma Alfredo Cury, endocrinologista e proprietário do Spa Posse do Corpo, no Rio de Janeiro.
À primeira vista pode parecer impossível eliminar o glúten da dieta. Pois é exatamente o contrário. Produtos industrializados como pães, massas e biscoitos podem ser facilmente encontrados em lojas especializadas e há muitas receitas disponíveis que usam ingredientes como creme de arroz, amido e fécula de batata, que podem ser consumidos numa dieta isenta de glúten. Clique na aba de fotos e veja receitas.
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